Toda a metodologia do Encontro Nacional de Diálogos e Convergências parte das dinâmicas e realidades locais para seguir com reflexões sobre como interconectar temas e redes de modo regional e nacional.

É por isso que o pontapé inicial do Encontro foi a realização de três oficinas em territórios onde as redes e articulações organizadoras identificaram resistências ao modelo dominante de desenvolvimento. Mas além de resistir, nesses espaços, há mais: agroecologia, saúde e justiça ambiental, soberania alimentar, economia solidária e feminismo são conceitos aplicados à prática. E é a partir daí que o Encontro de Diálogos quer refletir.

Veja as reportagens produzidas em cada uma das oficinas territoriais e descubra um pouco sobre os primeiros passos do Encontro Nacional.

Primeira parada
– outubro de 2011, Pólo da Borborema - PB

Ouça: Pólo da Borborema: trincheira da agricultura familiar
Aline Scarso - série produzida pela RadioagênciaNP 

Avanço da agricultura familiar

Banco de Sementes: independência do pequeno agricultor

Combate com o agronegócio: a expulsão da Souza Cruz

Soberania alimentar e o papel das mulheres na agricultura

Conhecimento popular e controle da mosca-negra

O que esperar da agricultura familiar no próximo período?

 

Segunda parada
– novembro de 2011, Planalto Serrano – SC

Experiências em agroecologia

Raquel Júnia - Escola Politécnica de Sáude Joaquim Venâncio (EPSJV/Fiocruz)

Diversificação da produção, organização e formação dos trabalhadores rurais são pilares do modo de produzir agroecológico

Agroecologia na alimentação escolar

Raquel Júnia - Escola Politécnica de Sáude Joaquim Venâncio (EPSJV/Fiocruz)

Desde 2009, lei define que pelo menos 30% dos produtos da alimentação escolar devem ser provenientes da agricultura familiar. De acordo com o FNDE, a prioridade é para alimentos agroecológicos.

 

Terceira parada
– março 2011, Norte de Minas Gerais

Resistência local inspira luta contra desenvolvimento insustentável
Lívia Duarte – Agência Pulsar Brasil (com áudios)

Experiências de resistência dos povos que vivem no norte de Minas Gerais inspiram grupos de todo o Brasil a pensar formas de lutar contra um modelo insustentável de desenvolvimento. O debate aconteceu na Oficina Territorial Diálogos e Convergências.

Movimentos se reunem para lutar contra desenvolvimento destruidor
Lívia Duarte – Agência Pulsar Brasil

Movimentos sociais, redes e comunidades tradicionais do norte de Minas Gerais se reunem para buscar caminhos para a luta contra um modelo de desenvolvimento que destrói o meio ambiente, a saúde e a vida das comunidades.

Dois modelos em disputa no Cerrado: agroecologia e agronegócio
Raquel Júnia - Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio (EPSJV/Fiocruz)

Populações tradicionais se mobilizam pelo direito à terra e a uma produção que respeite o meio ambiente e promova a saúde 

Biodiversidade para garantir a saúde
Raquel Júnia - Escola Politécnica ded Saúde Joaquim Venâncio (EPSJV/Fiocruz)

Experiências de agricultores no norte de Minas Gerais mostram que garantia do direito à terra para produzir de forma diversificada e em sintonia com o bioma natural é uma receita eficaz para promover a saúde

Agronegócio não garante segurança alimentar

Raquel Júnia - Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio (EPSJV/Fiocruz)

De acordo com o Ministério do Desenvolvimento Agrário, 70% do que comem os brasileiros vem da agricultura familiar. A experiência dos situação dos moradores do assentamento Americana, onde, segundo eles próprios, "há de tudo um pouco", é um exemplo de como a agricultura familiar, sobretudo a prática agroecológica, pode garantir a segurança e a soberania alimentar.